O que existe em mim que me incomoda no outro?

O que existe em mim que me incomoda no outro?

Revista SOS Saúde
IMPRENSA
Matéria de anunciante

Frequentemente nos incomodamos com outras pessoas e acabamos julgando suas atitudes e comportamentos, mas raramente conseguimos observar que aquilo que percebemos no outro e que nos causa incômodo é nosso também. Anais Nin, autora francesa, possui a seguinte frase célebre: “Não vemos as coisas como elas são, vemos as coisas como nós somos.”.  Conforme experiências da vida vamos nos construindo e desenvolvendo nossa maneira de agir e entender o mundo. Entrar em contato com alguém e ter o desprazer de nos irritarmos com esta pessoa, por exemplo, “competitiva” pode nos mostrar um gosto amargo do que oferecemos as pessoas a nossa volta sem perceber, nos revelando que somos competitivos também de maneira tóxica. Lembre-se do ditado: “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo.”

O exercício é sempre entender o “reflexo” deste espelho com o qual nos deparamos sempre que entramos em contato com o outro.  Entender que o desconforto é a sensação que temos ao enxergar no outro como estamos acostumados a agir, como salienta Ralph Emerson, escritor, poeta e filósofo, “as pessoas só veem o que estão preparadas para ver.” Captamos de maneira ágil aquilo que conhecemos, não somos perfeitos, como o espelho em alguns momentos parece sincero demais nos dias de autoestima baixa, aquilo que não gostamos tem doce amargo quando estamos no outro lado da moeda.

Antes que a consciência pese, entre em contato com este desconforto em se perceber mais parecido com o seu desafeto do que diferente, este reconhecer é a chave para a ressignificação, a chance de ser diferente daquilo que não gostamos. Quantas vezes não acabamos perdendo oportunidades por enxergar apenas aquilo que temos de ruim? E então aplicamos a mesma métrica acreditando que todas as pessoas nos julgam como as julgamos.

Por outro lado é possível termos a bondade de enxergar o que há de bom no outro que nos diz respeito também? Claro que sim! A admiração não precisa vir apenas daquilo que estamos familiarizados, pode surgir a partir do que nos inspira, estar perto de alguém que nos move é saber exercer a nossa habilidade de se reinventar, mas nada de querer se comparar, hein? O exercício é identificar. Quando comparamos, estamos avaliando, mensurando, quando nos identificamos nos reconhecemos.

 

 

Bárbara Slonski Delboni Padoan - Psicóloga | CRP 08/23114

 46 99109.2609 - Vitae Clínica de Psicologia – Pato Branco/PR