EMTr - Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva

EMTr - Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva

Ricardo Zimmer
Psiquiatria
CRM/SC 10305 | RQE 9292

Para que serve EMTr?

É um tratamento inovador para depressão (leve, moderada, grave, pós-parto, refratária, distimia e fase depressiva do transtorno bipolar) e para esquizofrenia (no tratamento de sintomas negativos e de alucinações auditivas). A técnica também tem demonstrado eficácia no tratamento de dependentes químicos e de pacientes com dor crônica, em especial a fibromialgia, além da reabilitação em doenças neurológicas.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina apenas reconhece a EMTr para o tratamento de depressão e alucinações auditivas, os  demais casos são considerados, momentaneamente, como experimentais.

O que é EMTr?

Consiste em uma técnica segura e moderna, utilizada como tratamento para melhorar o funcionamento do cérebro que está doente. Trata-se de um procedimento não invasivo, em que não é necessária anestesia ou ida ao hospital. O paciente recebe os pulsos magnéticos sentado confortavelmente em uma poltrona no consultório médico.

Como é funciona essa estimulação?

Hoje, por meio dos avanços nas pesquisas científicas, sabemos quais áreas do cérebro não funcionam bem quando o paciente está doente, como por exemplo na depressão. Assim, após a avaliação do paciente, determinamos qual o local do cérebro deve receber a estimulação. Esta é feita através de uma bobina repousada sobre a cabeça do paciente que, por meio de uma corrente elétrica, cria um campo magnético capaz de mudar a atividade cerebral naquela região. A mudança depende da carga utilizada e do número de aplicações.

O procedimento pode estimular (aumentar a atividade de uma área que está funcionando pouco - como na depressão) ou inibir (diminuir a atividade de uma área que está funcionando muito - como nas alucinações auditivas), modulando assim, a atividade neuronal e proporcionando o resultado esperado.

Quanto tempo dura o tratamento?

São em média 20 a 30 sessões consecutivas com duração aproximada de 20 minutos cada, em um período máximo de 3 a 4 semanas, como também uma manutenção posterior a ser feita de acordo com a avaliação clínica. O número total de sessões pode variar segundo a resposta do paciente.

Quando é indicado?

A técnica da EMTr é indicada em casos nos quais os pacientes não respondem adequadamente ao tratamento convencional ou não toleram efeitos indesejáveis das medicações ou, ainda, quando há urgência de melhora. O procedimento auxilia e complementa o tratamento, potencializando a medicação como também acelerando a recuperação do paciente.

Essa técnica de tratamento é regulamentada?

No Brasil, o uso da EMTr foi regulamentando pela Anvisa em 2007 e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2012.