QUAL SERÁ O PAPEL DA PELE NA IMUNIDADE?

QUAL SERÁ O PAPEL DA PELE NA IMUNIDADE?

Clínica Geral
Luiz Claúdio de Oliveira Rocha
Clínica Geral
CRM/PR 21263

Reflexão importante neste momento de Pandemia

O sistema imunológico é constituído por uma intrincada rede de órgãos, células e moléculas, e tem por finalidade manter a homeostase do organismo, combatendo as agressões em geral. A imunidade inata atua em conjunto com a imunidade adaptativa e caracteriza-se pela rápida resposta à agressão, independentemente de estímulo prévio, sendo a primeira linha de defesa do organismo. Seus mecanismos compreendem barreiras físicas, químicas e biológicas, componentes celulares e moléculas solúveis.

 A pele (epiderme, derme e subcutâneo) é a principal barreira do corpo contra insultos físicos e micróbios patogênicos. Representa um ambiente único no qual as células imunes interagem com células da pele para manter o equilíbrio tecidual e indução das respostas imunes.

As células mortas (córnea) formam a camada mais externa e são em grande parte responsáveis pela função de barreira da pele.

As bactérias, os fungos e os vírus de commensal que vivem na pele têm efeitos benéficos na proteção contra patógenos e na cicatrização de feridas.

 NA PELE EXISTEM CÉLULAS ALTAMENTE ESPECIALIZADAS:

Queratinócitos: presentes na epiderme, produzem peptídeos antimicrobianos que podem matar diretamente bactérias, mediadores inflamatórios, como interleucina 1 ou il-1, que ativam células dendríticas e quimiocinas, que recrutam neutrófilos, macrófagos e células-t.

Os Fibroblastos da derme secretam elastina e fibras de colágeno que formam uma matriz extracelular densa.

Células de Langerhans (dendríticas): células sentinelas da imunidade, presentes na epiderme, parecem ser anti-inflamatórias e ativadoras dependendo do contexto; são eficientes na captura de células mortas e na apresentação de antígeno, como vírus, outros agentes patogênicos intracelulares ou auto antígeno associado à pele às células-t.

Células-t (efetores imunes): Na pele saudável existe o dobro do número de células-t encontradas no sangue e a maioria delas são células-t de memória que já encontraram antígenos e podem se reativar rapidamente. As células-t na epiderme são principalmente células-t de cd8. Um subconjunto que se torna citotóxico e mata células alvo após a ativação.

As células-t na derme são principalmente células-t auxiliares cd4, que têm um papel mais modulador na resposta imune.

Outras células imunes tais como células assassinas naturais, eosinófilos e mastócitos estão presentes na derme e podem estar envolvidas em reações alérgicas na pele.

Assim, as células imunes na pele exercem importantes papéis na manutenção da função de barreira contra agentes patogênicos, mas também podem ser ativadas por auto antígeno ou antígeno inofensivo, produzindo respostas imunes desreguladas causadoras de distúrbios da pele, como psoríase ou dermatite atópica.

PELE, CABELO E UNHAS TÊM RELAÇÃO DIRETA COM O ESTADO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO!

Quando a imunidade está forte, os fios mostram-se brilhantes e fortes enquanto a epiderme fica mais viçosa e bonita. Já quando as defesas estão em baixa, é comum o registro de queda de fios, unhas quebradiças e inflamações na pele, que pode ficar mais opaca e seca. A atenção à relação saúde dermatológica e imunidade devem ser acentuadas no inverno, onde a falta de hidratação (fundamental para a ação celular) impacta diretamente na saúde da pele, cabelo e unhas.

Fonte: internet, sobretudo Rev. Bras. Reumatol. vol.50 no.4 São Paulo July/Aug. 2010, https://doi.org/10.1590/S0482-50042010000400008 ,ARTIGO DE REVISÃO., https://bioma4me.com.br/imunologia-na-pele/

 

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