Doenças Virais nos Felinos: FIV e FeLV

Doenças Virais nos Felinos: FIV e FeLV

Medicina Veterinária
Revista SOS Saúde
IMPRENSA
Matéria de anunciante
Você já ouviu falar em FIV ou FeLV? Não? Então, é muito importante para você que ama os bichanos saber um pouco mais sobre estas duas doenças virais que são bem comuns no mundo felino.
O Vírus da Leucemia Felina (FeLV) e o Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV, também conhecido por AIDS Felina) são doenças e altamente contagiosas. Tanto a FIV como a FeLV são doenças infecciosas em gatos, mas não existe risco de infecção para os cães e nem para os humanos – não são zoonoses.

A INFECÇÃO
A infecção por algum destes vírus compromete o sistema imunológico do gatinho, interferindo na sua capacidade de combater outras infecções, o que predispõe o organismo a uma variedade de doenças secundárias, e que podem ser redicivantes e/ou persistentes.

FIV: O felino pode contrair o vírus da imunodeficiência felina através da saliva, por meio de mordidas ou arranhões de outro gato infectado, ou por contato sexual durante a cópula. As fêmeas infectadas podem transmitir o vírus ao filhote por via transplacentária (através da placenta ainda durante a gestação) ou através da amamentação.

FeLV: O felino pode contrair o vírus da leucemia felina através do contato com a saliva, secreções nasais e lacrimais, urina e fezes de gatos portadores. O simples ato
de lamber outro gato pode ser suficiente para transmitir o vírus, ou o uso em comum de objetos – como comedouros, bebedouros, caixinhas de areia, escovas, etc. Os filhotes de fêmeas portadoras do vírus também podem nascer infectados por transmissão transplacentária ou através da amamentação. Cerca de 80% dos filhotes que adquirem o vírus através da mãe (durante a gestação ou amamentação) morrem na fase fetal ou neonatal, e os filhotes que sobrevivem mantêm o vírus no organismo. Gatos com uma boa imunidade são capazes de combater e eliminar o vírus no estágio inicial. Porém, os felinos com o sistema imunológico debilitado permanecem com o vírus, sendo uma fonte de contaminação para outros felinos e dando origem a diversas complicações, como infecções secundárias e alterações hematológicas, entre outros.

Tanto para a FIV como para a FeLV pode haver gatos portadores assintomáticos, ou seja, possuem o vírus, mas não apresentam sintomas. Estes felinos são aparentemente saudáveis, mas podem transmitir a FIV ou a FeLV à outros gatos. Muitas vezes, os sintomas só surgem após semanas, meses ou até mesmo anos após o contágio.

OS SINTOMAS
Os principais sintomas observados e comuns à FIV e a FeLV são: anorexia, depressão, perda de peso, alterações comportamentais e infecções secundárias.
A FIV apresenta estágios onde os sinais clínicos variam bastante. Para ambas viremias, a imunossupressão pode levar a graves complicações secundárias.

O DIAGNÓSTICO
Para que o diagnóstico seja confirmado nos casos suspeitos, é necessário realizar uma bateria de exames. Caso o resultado seja positivo, tanto para FIV como para FeLV, o médico veterinário irá lhe orientar corretamente sobre todo manejo necessário. Gatos portadores podem viver muito bem, com alguns cuidados. Haverá crises, as quais podem ser tratadas.
Um gatinho portador, deverá manter sua imunidade elevada para evitar crises mais graves, e pode ter uma vida praticamente normal, a não ser pelos cuidados de contato com outros gatos para evitar a transmissão da doença.
Uma alimentação de qualidade e o reforço da imunidade são essenciais para melhor manter a saúde dos felinos portadores e evitar as crises. Para os gatinhos positivos, qualquer mudança de hábito ou sintoma não deve ser ignorado. Quanto antes o tratamento for iniciado, melhores as chances de reverter o quadro.
Lembre-se, nem a FIV, nem a FeLV são transmitidas ao homem, nem para os cães, sua transmissão é exclusiva entre os gatos.

A PREVENÇÃO
Sempre ressaltamos que o melhor caminho é a prevenção! E para FeLV temos disponível a vacinação como melhor meio (muito importante que o animal seja testado antes de fazer a vacina para FeLV, pois para um animal positivo não há motivos para fazê-la). Já para FIV, ainda não temos vacinas disponíveis no Brasil. E quando introduzir um gatinho novo na família, sempre importante testar antes de colocá-los em contato!
Outra forma de prevenção é a castração, que ajuda na questão comportamental evitando as fugas, cópulas e brigas com gatos não domiciliados.
Procure promover um ambiente enriquecido para seu felino brincar e se distrair de forma segura dentro de casa! Se ele gosta de companhia felina, arrume um amiguinho para ele interagir. A rua é um ambiente cheio de riscos para os felinos.
Quem ama cuida! Cuide bem do seu gatinho!
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