TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA da avaliação a intervenção

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA da avaliação a intervenção

Psicologia
Patricia Bedin
Psicologia
CRP 07/08574

O Autismo Infantil foi descrito pela primeira vez por Kanner, em 1943, quando identificou crianças apresentando prejuízos nas áreas da comunicação, do comportamento e da interação social e caracterizou esta condição como sendo única e não pertencentes ao grupo de crianças com Deficiência Mental. Acreditava-se que esta era uma condição rara, com manifestação de sintomas ainda na primeira infância. Durante a década de 90 e meados do século XXI, houve um número crescente de casos e, em contrapartida, a idade em que estas crianças eram diagnosticadas diminuiu. Apesar da grande divulgação o aumento das taxas de Autismo vem crescendo.  Segundo os estudos realizados pelo Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), há uma estimativa de que 1% da população pediátrica tenha o diagnóstico de Autismo. Os estudos realizados por este centro colocam que a prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é de 1:68, ou seja, a cada sessenta e oito nascimentos, um  é diagnosticado com TEA e a prevalência tem sido maior em meninos, chegando a quatro vezes mais nestes do que em meninas. 

A ONU estabeleceu 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo e afirmou que até o ano de 2018 haviam cerca de 70 milhões de Autistas no mundo. No Brasil, não há estatísticas oficiais, mas estima-se que 2 milhões de pessoas estejam no Espectro Autista. A prevalência de TEA parece estar aumentando globalmente e para isso há muitas explicações possíveis, incluindo aumento da conscientização sobre o tema, expansão dos critérios diagnósticos, melhores ferramentas de diagnóstico e o aprimoramento das informações reportadas.

O assunto diagnóstico precoce do TEA é algo que muitos pais e mães precisam estar informados: qual a importância disso e o que pode ser feito? Os adultos responsáveis pela criança devem observar alguns comportamentos determinantes e que tendem a indicar sinais da existência do TEA.

O TEA tem início precoce, curso crônico e é caracterizado principalmente por um desvio no desenvolvimento da sociabilidade e por padrões comportamentais alterados. Este transtorno é marcado por déficits no desenvolvimento que ocasionam prejuízos no funcionamento pessoal, social, acadêmico. O TEA é uma condição neurobiológica de origem genética, que pode sofrer influência de fatores ambientais. O diagnóstico de autismo é clínico e alguns sinais podem manifestar-se com atraso desde os primeiros meses de vida e a avaliação neuropsicológica é um instrumento fundamental que irá permitir investigar a relação cérebro-cognição- comportamento.

Atualmente, no DSM-V o TEA passou a integrar os Transtornos do Neurodesenvolvimento. E este tem início no período do desenvolvimento, em geral antes da criança ingressar na escola, sendo caracterizado por déficits no desenvolvimento que acarretam prejuízos no funcionamento pessoal, social, acadêmico ou profissional.

O TEA vem sendo amplamente estudado e entendido como uma condição neurobiológica de inicio precoce e com causas multifatoriais.  O atual critério diagnóstico definido pela Associação Americana de Psiquiatria, envolve a presença de déficits na comunicação, interação social, padrões de comportamento, interesses e atividades restritos e repetitivos entre outros aspectos de linguagem e sintomas comportamentais.  De forma geral a avaliação neuropsicológica auxilia na constatação e também serve para descartar a suspeita, pois uma vez que o diagnóstico de autismo tenha sido confirmado ou descartado, profissionais precisam determinar se algum encaminhamento ainda se faz necessário.

A neuropsicologia vem se destacando, no que diz respeito ao TEA, pelas evidências apresentadas tanto nos prejuízos cognitivos manifestados como no que diz respeito às competências e funções preservadas na criança com o transtorno. Através da avaliação neuropsicológica pode-se perceber quais as funções e as disfunções desenvolvidas pelo indivíduo com autismo.

O TEA afeta o desenvolvimento da pessoa e, como tal, ele é causado por problemas relacionados ao aspecto neurobiológico presente na vida dos pequenos. As crianças com autismo geralmente apresentam uma estrutura mais imatura e mais inadequada quando considerados os padrões de arquitetura cerebral da conformação dos neurônios. O TEA apresenta uma heterogeneidade de sintomas, muitos amplamente difundidos, no entanto existe uma característica do TEA que interfere de forma determinante, ela é a cognição.

O aspecto cognitivo é de extrema importância para todo e qualquer ser humano, pois, por meio dele, o indivíduo dispõe da capacidade de realizar suas funções executivas. A cognição pode ser definida como um processo de aquisição do conhecimento o qual é realizado através de habilidades imprescindíveis para a autonomia de uma pessoa, a saber: raciocínio, memória, linguagem, associação, percepção, atenção, memória, juízo e imaginação. Em outras palavras, a cognição é a maneira que o cérebro age a partir das informações captadas pelos sentidos do corpo.  É através da avaliação neuropsicológica que estas habilidades podem ser mensuradas. Embora pareça simples, o aspecto cognitivo é algo bastante complexo, tendo em vista as correlações existentes entre a cognição e a autonomia do indivíduo. Por esse motivo, mapear as características cognitivas do autismo é essencial. Quando esta criança ingressa na escola, a compreensão desse perfil neuropsicológico é importante para o educador compreender como estimular e introduzir a criança nas atividades e questões da sala de aula. Ao fornecer subsídios para investigar a compreensão do funcionamento intelectual da criança, a neuropsicologia passa a instrumentalizar diferentes profissionais.

A avaliação neuropsicológica é recomendada em qualquer caso onde exista suspeita de uma dificuldade cognitiva ou comportamental de origem neurológica. Ela pode auxiliar no diagnóstico e tratamento de diversas enfermidades neurológicas, problemas de desenvolvimento infantil, comprometimentos psiquiátricos, alterações de conduta, entre outros. A contribuição deste exame na criança é extensiva ao processo de ensino-aprendizagem, pois nos permite estabelecer algumas relações entre as funções corticais superiores, como a linguagem, a atenção e a memória, e a aprendizagem simbólica.

A avaliação neuropsicológica, conta com bateria de tarefas, testes e escalas estruturadas que permitem avaliar as funções e disfunções e desse modo traçar o perfil neuropsicológico. Considerando que o TEA ocorre frequentemente aliado a comorbidades, a avaliação neuropsicológica é de extrema importância tanto no diagnóstico como no prognóstico. Uma avaliação neuropsicológica criteriosa é um dos elementos mais úteis durante o processo diagnóstico, uma vez que irá fornecer informações detalhadas do funcionamento cognitivo e adaptativo do paciente, o que é essencial para a formulação de um plano de intervenções individualizado. Compreender o perfil neuropsicológico, desses casos, incluindo o conhecimento das alterações neuropsicológicas, associadas a outras informações, possibilita planejar intervenções adequadas para o melhor desenvolvimento da criança, bem como o processo de orientação à família.  O diagnóstico revelado ainda na primeira infância aliado ao tratamento é fundamental não só para o desenvolvimento geral, mas para o ambiente escolar. A identificação do perfil neuropsicológico é fundamental para desenvolver competências importantes para o aspecto cognitivo do pequeno.

A variabilidade dos sintomas e do perfil comportamental dos pacientes com suspeita de TEA faz com que o número de sessões necessárias para avaliação seja muito variável. Somente uma análise individual de cada caso pode delimitar quais os procedimentos são viáveis.

A avaliação neuropsicológica de uma criança com TEA contém muitos desafios, pois há muitos fatores que dificultam o engajamento a testagem uma vez que esta é uma situação estruturada que requer padrões muitas vezes ausentes devido a sintomatologia do transtorno.  O profissional deve estar atento e ser habilidoso para lidar com as alterações e manejá-las de forma adequada, a fim de não inviabilizar a aplicação das técnicas e métodos e comprometer assim a avaliação neuropsicológica.  Além disso, escolher os instrumentos mais adequados as crianças é crucial para a qualidade das informações obtida.

As intervenções proporcionadas por um diagnóstico precoce estão diretamente ligadas à melhora do quadro clínico do TEA, ou seja, quanto mais precoce for identificado o TEA, mais cedo será a intervenção e melhor será o prognóstico, pois a plasticidade cerebral e a precocidade de intervenções tendem a produzir efeitos positivos, significativos e duradouros no desenvolvimento da criança. 

O TEA coloca a família frente a uma série de emoções de luto pela perda da criança saudável, apresentando com isto sentimentos de desvalia e de culpa, caracterizando uma situação de crise. Ter um filho diferente requer mudanças radicais sobre a visão de mundo. A família passa a se sentir obrigada a reavaliar seus valores e ao se deparar com essa realidade se vê frente ao medo do desconhecido e a vivenciar momentos de angustia e desesperança muitas vezes negando a realidade.  O quanto antes este período conflituoso for superado, mais rápido se estabelecerá a trajetória de auxílio e desenvolvimento da criança e da família. A aceitação, do diagnóstico, pela família colabora muito para a elaboração de sentimentos e para o processo de adaptação da criança ao meio.

Depois do impacto do diagnóstico é importante que a família possa seguir as orientações dos diversos especialistas, o acompanhamento integrado e orientado será fundamental para um melhor desenvolvimento da criança. O diagnóstico de TEA não impede de viver normalmente, mas é importante salientar, no entanto, que as intervenções são as responsáveis pelo progresso, pois o desenvolvimento de suas habilidades sociais está inteiramente ligado a esse aspecto. Entretanto, é preciso levar em consideração que há diferentes níveis de autismo, mas estimular é sempre excelente.

O TEA pode se apresentar clinicamente em três níveis de intensidade: leve, moderado e severo. O leve depende muito pouco de suporte e tem autonomia relativa em quase tudo que faz e aonde vai, sendo necessário apoios pontuais nas habilidades sociais e nos processos de linguagem e de aprendizagem escolar. O moderado é mais dependente, necessitando de cuidados de terceiros para controlar suas estereotipias, ajudar na comunicação, pouca noção de perigo, autocontrole e inabilidade para lidar com processos sociais. O severo, por sua vez, é totalmente dependente e inábil para qualquer atividade necessitando intensivamente de cuidadores. Estas diferenças fazem com que os efeitos neurológicos, sociais, cognitivos e comportamentais sejam extremamente heterogêneos. Consequentemente, cada criança, adolescente ou adulto deve ser avaliada de forma peculiar e trabalhada de forma muito específica em vários contextos. O grau de sintomas, prejuízos e potencialidades são identificados com uma avaliação neuropsicológica realizada de forma criteriosa e com profissional especializado.

O diagnóstico tardio implica num atraso no início do tratamento e contribui para o aumento do estresse familiar. A intervenção precoce colabora para a melhora do quadro como um todo, contribuindo para o desenvolvimento de áreas importantes como desempenho cognitivo, habilidades de linguagem, habilidades sociais e de autocuidado, como atividades do cotidiano. E pensando em políticas públicas, quanto mais cedo for a identificação dos casos, mais fácil se torna o planejamento de programas públicos, minimizando custos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes e familiares. A falta de um diagnóstico preciso deixa a criança sem intervenções adequadas e os pais sem receberem orientações, o que pode colaborar para um prejuízo na qualidade da vida de todos os envolvidos.

Se há suspeita de algum comportamento diferente em seu filho, procure um especialista, não espere.

Compreender o perfil neuropsicológico, desses casos, incluindo o conhecimento das alterações neuropsicológicas, associadas a outras informações, possibilita planejar intervenções adequadas para o melhor desenvolvimento da criança, bem como o processo de orientação à família.  O diagnóstico revelado ainda na primeira infância aliado ao tratamento é fundamental não só para o desenvolvimento geral, mas para o ambiente escolar. A identificação do perfil neuropsicológico é fundamental para desenvolver competências importantes para o aspecto cognitivo do pequeno.

A variabilidade dos sintomas e do perfil comportamental dos pacientes com suspeita de TEA faz com que o número de sessões necessárias para avaliação seja muito variável. Somente uma análise individual de cada caso pode delimitar quais os procedimentos são viáveis.

A avaliação neuropsicológica de uma criança com TEA contém muitos desafios, pois há muitos fatores que dificultam o engajamento a testagem uma vez que esta é uma situação estruturada que requer padrões muitas vezes ausentes devido a sintomatologia do transtorno.  O profissional deve estar atento e ser habilidoso para lidar com as alterações e manejá-las de forma adequada, a fim de não inviabilizar a aplicação das técnicas e métodos e comprometer assim a avaliação neuropsicológica.  Além disso, escolher os instrumentos mais adequados as crianças é crucial para a qualidade das informações obtida.

As intervenções proporcionadas por um diagnóstico precoce estão diretamente ligadas à melhora do quadro clínico do TEA, ou seja, quanto mais precoce for identificado o TEA, mais cedo será a intervenção e melhor será o prognóstico, pois a plasticidade cerebral e a precocidade de intervenções tendem a produzir efeitos positivos, significativos e duradouros no desenvolvimento da criança. 

O TEA coloca a família frente a uma série de emoções de luto pela perda da criança saudável, apresentando com isto sentimentos de desvalia e de culpa, caracterizando uma situação de crise. Ter um filho diferente requer mudanças radicais sobre a visão de mundo. A família passa a se sentir obrigada a reavaliar seus valores e ao se deparar com essa realidade se vê frente ao medo do desconhecido e a vivenciar momentos de angustia e desesperança muitas vezes negando a realidade.  O quanto antes este período conflituoso for superado, mais rápido se estabelecerá a trajetória de auxílio e desenvolvimento da criança e da família. A aceitação, do diagnóstico, pela família colabora muito para a elaboração de sentimentos e para o processo de adaptação da criança ao meio.

Depois do impacto do diagnóstico é importante que a família possa seguir as orientações dos diversos especialistas, o acompanhamento integrado e orientado será fundamental para um melhor desenvolvimento da criança. O diagnóstico de TEA não impede de viver normalmente, mas é importante salientar, no entanto, que as intervenções são as responsáveis pelo progresso, pois o desenvolvimento de suas habilidades sociais está inteiramente ligado a esse aspecto. Entretanto, é preciso levar em consideração que há diferentes níveis de autismo, mas estimular é sempre excelente.

O TEA pode se apresentar clinicamente em três níveis de intensidade: leve, moderado e severo. O leve depende muito pouco de suporte e tem autonomia relativa em quase tudo que faz e aonde vai, sendo necessário apoios pontuais nas habilidades sociais e nos processos de linguagem e de aprendizagem escolar. O moderado é mais dependente, necessitando de cuidados de terceiros para controlar suas estereotipias, ajudar na comunicação, pouca noção de perigo, autocontrole e inabilidade para lidar com processos sociais. O severo, por sua vez, é totalmente dependente e inábil para qualquer atividade necessitando intensivamente de cuidadores. Estas diferenças fazem com que os efeitos neurológicos, sociais, cognitivos e comportamentais sejam extremamente heterogêneos. Consequentemente, cada criança, adolescente ou adulto deve ser avaliada de forma peculiar e trabalhada de forma muito específica em vários contextos. O grau de sintomas, prejuízos e potencialidades são identificados com uma avaliação neuropsicológica realizada de forma criteriosa e com profissional especializado.

O diagnóstico tardio implica num atraso no início do tratamento e contribui para o aumento do estresse familiar. A intervenção precoce colabora para a melhora do quadro como um todo, contribuindo para o desenvolvimento de áreas importantes como desempenho cognitivo, habilidades de linguagem, habilidades sociais e de autocuidado, como atividades do cotidiano. E pensando em políticas públicas, quanto mais cedo for a identificação dos casos, mais fácil se torna o planejamento de programas públicos, minimizando custos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes e familiares. A falta de um diagnóstico preciso deixa a criança sem intervenções adequadas e os pais sem receberem orientações, o que pode colaborar para um prejuízo na qualidade da vida de todos os envolvidos.

Se há suspeita de algum comportamento diferente em seu filho, procure um especialista, não espere.

 

VEJA ALGUNS SINAIS DE AUTISMO:

• Não manter contato visual por mais de 2 segundos;

• Não atender quando chamado pelo nome;

• Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;

• Alinhar objetos;

• Ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;

• Não usar brinquedos de forma convencional;

• Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;

• Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;

• Repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);

• Não compartilhar interesse;

• Girar objetos sem uma função aparente;

• Apresentar interesse restrito ou hiperfoco;

• Não imitar;

• Não brincar de faz-de-conta.



Patricia Bedin

Psicóloga/Neuropsicóloga – CRP 07/08574

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